Minha face: transmutens

21 02 2010

Hoje revi uma foto

Anterior a esse fervilhar

Meu semblante, confesso

Já não é mais igual.


A menina dos meus olhos

agora é um condor

Foi ele quem me disse:

dimensão política e ética

veja o que está por trás, por favor!


Meu nariz,

com olfato mais aguçado

fareja, reconhece…

Sente nas leituras,

O cheiro do que acontece.


Ah! Minhas orelhas,

inclinadas, mas serenas

atentas a escutar,

Foram elas que me disseram:

aqui não dá só para falar!


A boca,

essa desconheço

Quase gesticula sem parar

torce, contorce, fala

tem vida própria

diria que aprendeu a pensar

e por isso,

já sabe também calar!


Mas a pele

esse órgão tão complexo

Envolvente

agora desconexo

A pele, meus caros, refez-se

colidiu em nova roupagem

e  para minha felicidade

se misturou

está se misturando,

contínua e lentamente


Sempre uma nova face

dúbia, contraditória,

de gente-aprendente!


Click!

Não!

Apenas uma fotografia, não!

Em apenas uma não se percebe,

O movimento da mutação

Tire várias

Monte um álbum

Folheie as páginas

E veja a cada momento uma face outra

Transmutens…

De mim, que não sou,

a cada momento,

mais eu!









Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.